Principios (2)

por demanboro

Bom dia!

Dividi o post “Principios” em três partes. Fica mais fácil organizar as idéias.

Quem leu o último post ou tem acompanhado esse blog deve ter percebido uma coisa: que eu enxergo um dilema na fisioterapia brasileira, uma separação, entre duas “filosofias” ou “culturas” profissionais. Que nós vivemos um processo de embate dialético (“Dialética”, segundo o Houaiss, em seu sentido mais genérico: “oposição, conflito originiado pela contradição entre principios teóricos ou fenômenos empíricos).

O colega que adivinhou isso está certo. Eu acho mesmo que nós vivemos um conflito espiritual entre duas (ou mais) culturas terapêuticas distintas. Voltarei a isso no futuro, creio. Hoje, queria falar dos meus principios. Gostaria de deixar claro qual é a “filosofia” do autor deste blog que escreve sobre a “filosofia da fisioterapia”. Senão eu mesmo estaria sendo leviano e não desejo isso de modo algum.

Desde a faculdade me preocupo com as bases em que deveria se assentar minha prática profissional. O modo como me oriento profissionalmente se baseia naquilo que eu considero meus principios fundamentais de vida, muito mais que meramente profissionais. Na minha ideologia política e filosófica geral e não apenas quanto à profissão. E mais: vejo respaldo para a minha prática e pensamento terapêutico em todas as insituições de vanguarda da fisioterapia mundial (clique nos links ao final deste post e do próximo. Dê uma olhadinha na “Declaration of Principle” da WCPT, você vai achar muito interessante, tenho certeza).

Alguns de meus principios ideológicos:

1) A liberdade é um valor fundamental, inegociável;

2) A dignidade humana é um valor fundamental, inegociável;

3) O ser humano busca a transcendência. Se nossos ancestrais não buscassem se superar continuamente, superar seus limites, ampliar seus horizontes, não teríamos fogo, roda, agricultura. Não teríamos nada. O ser humano não é estanque. Por isso: a história é mais importante que qualquer ideologia provisória. A história não acabou, não vai acabar e qualquer tentativa de pará-la é inútil, tola e abusiva. Transcender começa com “sonhar” ( no sentido de desejar, querer). Todo ser humano tem direito de sonhar.

Fico por aqui neste quesito. Claro que minha ideologia pessoal tem outros principios além destes. Para começar, estes três estão bons. Estão entre os mais importantes.

O que implicam para o meu pensamento e prática profissionais? Cada um deles tem sua consequência. No próximo post, partirei de um: a liberdade.

 

http://www.wcpt.org/dop

 

 

 

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