Por quê Fisiopatia?

por demanboro

Boas vindas a todos!

Criei este Blog como uma forma de expor minhas idéias e conceitos sobre a fisioterapia, a profissão que abracei com todas as suas complexidades e contradições. Não é um Blog sobre técnica, teoria ou informações para leigos e profissionais (outras pessoas fazem este tipo de site com muita competência). É, ou eu gostaria que fosse, sobre a filosofia por trás da prática, a epistemologia da ciência (ou: de onde vem o conhecer em fisioterapia) e a arte curativa e de transformação que, para além da ciência, expõe o imponderável do trabalho em saúde quando o seu objeto é o complexo ser humano.

Dei o nome de “Fisiopatia” a este Blog. Em primeiro lugar, porque estava disponível! E todos os “fisioterapia” e suas variantes, não. Mas é uma palavra de que sempre gostei. Não que eu ache que o termo “Fisioterapia” para nossa profissão e “Fisioterapeutas” para os profissionais, devessem ser substituídos por qualquer outro nome, como “fisiopatia” ou “fisiopata”. Na verdade, os nomes usuais assentam-se na tradição e dizem muito e o suficiente sobre o tipo de coisa que fazemos: o tratamento e cura por meios físicos. “Fisiopatia”, neste caso, nada mais é que um sinônimo (segundo o dicionário Houaiss: Fisiopatia: sistema terapêutico que emprega só os recursos da natureza). Bem, é esse o caso. Mas o nome tem força, eu penso. Expõe nossa vinculação a algo maior que certos segmentos retrógrados, autoritários, das áreas de saúde (e gostaria de deixar claro que incluo aqui também muitos fisioterapeutas) insistem em nos negar. Coloca-nos como estudiosos, pesquisadores, da doença (sim, doença, doença do movimento, “disfunções”, como quer que você prefira), da saúde funcional e em geral. E como exploradores de novas formas de se lidar com estes problemas que são cruciais para a qualidade de vida dos seres humanos. Então por quê não usar “Fisiopatia” junto ou complementarmente com “fisioterapia”? Aliás, porque limitarmos o futuro de nossa profissão, suas perspectivas, seu potencial, às barreiras formais, legais, sociais, que encontramos no presente?

Fica esta primeira provocação, para o próximo post…

Abraços a todos.

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